quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

La Liga denuncia insultos a Messi e Piqué no clássico em Madri

A Liga Nacional de Futebol da Espanha enviou denúncia ao Comitê de Competições e para a Comissão de antiviolência sobre cânticos de torcidas que incitam violência e tenham conteúdo intolerante. De acordo com o documento, Lionel Messi e Gerard Piqué foram alvos da torcida do Real Madrid no clássico disputado no dia 23 de dezembro, pela 17ª rodada do Campeonato Espanhol. A partida terminou 3 a 0 para o Barcelona.
Messi comemora o segundo gol do Barcelona na vitória por 3 a 0 (Foto: REUTERS/Sergio Perez) Messi comemora o segundo gol do Barcelona na vitória por 3 a 0 (Foto: REUTERS/Sergio Perez)
Messi comemora o segundo gol do Barcelona na vitória por 3 a 0 (Foto: REUTERS/Sergio Perez)
A denúncia informa que, aos 19 minutos do segundo tempo, cerca de mil torcedores madrilenhos entoaram de forma ordenada durante 10 segundos a frase: “Messi. Messi subnormal”, sugerindo que o camisa 10 do Barcelona sofra de algum distúrbio mental. Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2014, o próprio Real Madrid puniu 17 torcedores do seu time que gritaram as mesmas palavras sobre o argentino.
Aos 38, foi a vez de Piqué ser insutado. Aproximadamente 1.300 torcedores do rival, de acordo com o relatório, ofenderam o zagueiro do Barça com a frase “Piqué cabrón, Espanha é a sua nação”, fazendo crítica ao movimento separatista e de independência da Catalunha.
De acordo com o Código de Discplina Desportiva da Federação espanhola são proibidos cânticos que incitem a violência, o raciscmo, a xenofobia e a intolerância no esporte.

Trump diz que está aberto a conversar com a Coreia do Norte

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (10) que está aberto a conversar com a Coreia do Norte. A declaração foi dada durante conversa telefônica com o presidente sul-coreano Moon Jae-in e foi divulgada pelo gabinete da presidência desse país.
Um dia depois que as Coreias do Norte e do Sul estabeleceram as primeiras conversas em mais de dois anos, Trump afirmou que não haverá nenhuma ação militar enquanto o diálogo estiver em andamento, informou a Casa Branca em um comunicado divulgado após a conversa.
“Os dois chefes de estado preveem que as atuais conversas inter-coreanas podem naturalmente levar a conversas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte pela desnuclearização da penínsua coreana após os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang e concordaram em negociar juntos o progresso das conversas inter-coreanas", afirma o comunicado.
“O presidente Trump disse que os EUA estão abertos ao diálogo se a Coreia do Norte assim quiser, desde que as circunstâncias e a hora forem corretas".
Trump também disse que enviaria o vice-presidente Mike Pence para liderar a delegação americana nos Jogos Olímpicos de Pyeongchang, que serão realizados na Coreia do Sul no próximo mês.
O governo Trump tem dito que prefere uma solução diplomática para a crise, mas que todas as opções estão sendo consideradas, inclusive uma ação militar. Washington tem insistido que qualquer diálogo futuro só deve ocorrer se a Coreia do Norte desistir de suas armas nucleares, algo que Pyongyang não aceita.

Reunião sobre Jogos Olímpicos

Também nesta quarta-feira (10), o Comitê Olímpico Internacional (COI) informou que vai se reunir no dia 20 de janeiro para decidir sobre a participação de atletas norte-coreanos nos Jogos de Inverno na Coreia do Sul em fevereiro.
“Na reunião, serão tomadas várias decisões essenciais, incluindo o número e os nomes dos atletas e autoridades do Comitê Olímpico da República Democrática Popular da Coreia, já que todos os prazos para registro já se esgotaram”, informou o COI em um comunicado na quarta-feira (10).
“O COI também vai ter que decider o formato dessa participação, incluindo questões relacionadas ao protocolo oficial (bandeira, hino, cerimônias, uniformes etc.)”, continua o comunicado.
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Cristiane Brasil entra com novo recurso no TRF-2 contra liminar que impede posse

deputada Cristiane Brasil (PTB) entrou com novo recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para derrubar a liminar que impede sua posse no Ministério do Trabalho.
Cristiane Brasil já disse que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) através da Advocacia Geral da União (AGU), no mesmo dia em que o próprio TRF-2 indeferiu o pedido de suspensão da liminar.
O Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes, que propôs a suspensão da posse, já respondeu ao recurso no TRF-2. Na análise do grupo, o julgamento pode ocorrer ainda nesta quarta.
No recurso, os advogados da deputada citam "a ilegal e abusiva" decisão judicial e dizem que a multa pecuniária imposta pelo juízo, de R$ 500 mil, é "escorchante". A defesa pede ainda que o recurso seja distribuído para o desembargador Sergio Schwaitzer.
O caso, no entanto, foi distribuído para o desembargador Reis Friede, que analisou o pedido e o encaminhou para o desembargador Sergio Schwaitzer, que está de férias. Os advogados tentam agora que outro desembargador avalie o caso.
Diferentemente do pedido de suspensão de liminar, o recurso em questão - chamado de agravo instrumental - é distribuído por sorteio a algum magistrado da Corte, segundo o TRF-2.

Cristiane Brasil tem condenação trabalhista

Como mostrou o G1 na semana passada, Cristiane tem dois processos na área com ex-motoristas que alegam ter trabalhado sem carteira assinada. Em um deles, foi condenada a pagar R$ 60,4 mil a Fernando Fernandes Dias, que prestava seviços para ela e a família. Como parte do valor ainda não foi pago, a deputada teve o nome incluído no BNDT.
A Justiça entendeu que o funcionário da deputada não teve a carteira de trabalho assinada e deveria receber pelas férias, aviso prévio e gratificações natalinas. O juiz Pedro Figueiredo Waib, que condenou em primeira instância, concordou com a tese da ação de que a carga horária era de quase 15h por dia.

Em outro processo, assessora pagou dívida

A dívida com outro funcionário, conforme mostrou o jornal "O Globo", foi debitada por uma antiga funcionária da deputada. Nove das 10 parcelas de R$ 1,4 mil para o motorista Leandro Eugênio de Almeida Moreira foram pagas por Vera Lúcia de Azevedo.

Queda 'maior que prevista' no preço dos alimentos explica inflação abaixo da meta em 2017, diz BC

presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, publicou nesta quarta-feira (10) carta aberta encaminhada ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na qual explica que a inflação ficou abaixo do piso de 3% do sistema de metas em 2017 por conta da deflação de preços de alimentação no domicílio.
"Em 2017, a reversão da inflação nos preços dos alimentos no domicílio foi maior do que o previsto, tanto pelo Copom quanto pelos analistas do mercado", informou o presidente do BC, no documento. Essa foi a primeira vez que a inflação ficou abaixo do piso do sistema de metas.
Veja a variação de preços
Em 2017, em %
-1,87-1,876,266,26-1,48-1,482,882,884,14,16,526,524,394,397,117,111,761,76Alimentação e BebidasHabitaçãoArtigos de ResidênciaVestuárioTransportesSaúde e Cuidados PessoaisDespesas PessoaisEducaçãoComunicação0-2,52,557,510
Fonte: IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quarta-feira (10) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou 2017 em 2,95%. Com isso, a inflação ficou abaixo do piso de 3% do sistema brasileiro de metas de inflação.
  1. O Banco Central tem que perseguir uma meta para o resultado da inflação que é definida todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
  2. Para o ano passado, havia uma meta central de 4,5%.
  3. Entretanto, a regra prevê um intervalo de tolerância, de 1,5 ponto percentual, tanto para cima quanto para baixo.
  4. Isso significa que a meta seria cumprida pelo BC se o IPCA ficasse entre 3% e 6%.
De acordo com a autoridade monetária, a inflação do subgrupo alimentação no domicílio encerrou 2017 com deflação (retração de preços) de 4,85%, a maior da série histórica do IPCA, que começa em 1989, e a primeira nesses itens desde 2006.
"Em vista desse comportamento excepcional dos preços dos alimentos no domicílio, decorrentes de choques fora do alcance da política monetária (como a oferta recorde de produtos agrícolas), o Banco Central do Brasil seguiu os bons princípios no gerenciamento da política monetária e não reagiu ao impacto primário do choque", informou o BC.
Segundo a instituição, "não cabe inflacionar os preços da economia sobre os quais a política monetária tem mais controle para compensar choques nos preços dos alimentos".
"A política monetária deve combater o impacto dos choques noutros preços da economia (os chamados efeitos secundários) de modo a buscar a convergência da inflação para a meta", acrescentou.
O Banco Central informou ainda que tem "calibrado" (nivelado) a taxa básica de juros da economia, atualmente na mínima histórica de 7% ao ano, e acrescentou que continuará a fazê-lo "com vistas ao cumprimento das metas para a inflação estabelecidas pelo CMN".
"A inflação já se encontra em trajetória em direção à meta em 2018. No acumulado em doze meses, a inflação ao final de 2017 aumentou 0,49 pontos percentuais em relação ao mínimo de 2,46% observado em agosto do mesmo ano", informou, lembrando que a sua última estimativa para o IPCA deste ano é de 4,2%, valor próximo à meta central de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional.

Brasil registra número recorde de solicitações de refúgio em 2017

Brasil registrou em 2017 o maior número de solicitações de refúgio desde o começo da série histórica do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Foram 33.865 solicitações contabilizadas em todo o país. Esse número representa quase o triplo dos pedidos registrados em 2016 (uma alta de 228%). Antes, o recorde de solicitações tinha sido alcançado em 2014, quando houve 28.670 requerimentos de estrangeiros.
Número de solicitações de refúgio
Por ano
9669663.2203.2204.0224.02217.63117.63128.38528.38528.67028.67010.30810.30833.86533.86520102011201220132014201520162017010k20k30k40k
Fonte: Ministério da Justiça
A Venezuela é o país de origem da maior parte dessas pessoas que pedem refúgio no Brasil. Das 33.865 solicitações de 2017, 17.865 eram de venezuelanos. Esse valor representa 52,75% do total.
Em seguida, vêm os pedidos de refúgio de pessoas de Cuba (7,01%), Haiti (6,97%), Angola (6,01%) e China (4,32%). O número de haitianos que pedem refúgio no país tem caído ano a ano.
A instabilidade política e a crise econômica da Venezuela são alguns dos motivos para o aumento do número de imigrantes. Panamá, Equador e Chile também têm sido procurados por aqueles que fogem do país governado por Nicolás Maduro.
Nacionalidades com mais solicitações feitas
Em 2017
17.86517.8652.3732.3732.3622.3622.0362.0361.4621.462VenezuelaCubaHaitiAngolaChina010k20k2,5k5k7,5k12,5k15k17,5k
Fonte: Ministério da Justiça
A principal porta de entrada no Brasil é Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, país de origem desses estrangeiros. Em 2017, quase a metade (47,11%) das solicitações de refúgio foi registrada no estado.
A Venezuela também é vizinha do estado do Amazonas, que recebeu o terceiro maior número de solicitações de refúgio. Foram 2.864 pedidos em 2017 – equivalente a 8,46% do total.
Em segundo lugar, ficou São Paulo. O estado recebeu 9.591 dos 33.865 pedidos contabilizados em 2017 (28,32%).

Reajuste do salário mínimo fica abaixo da inflação pelo 2º ano seguido

reajuste do salário mínimo ficou abaixo da inflação pelo segundo ano consecutivo. O índice que pela lei é usado para a correção, o INPC, foi divulgado nesta quarta-feira (10) pelo IBGE e ficou em 2,07% em 2017, acima do reajuste de 1,81% anunciado pelo governo no final do ano passado, que elevou o valor de R$ 937 para R$ 954 - o menor aumento em 24 anos.
Em 2017, a correção do salário mínimo já havia ficado abaixo da inflação. O valor foi reajustado em 6,48%, ao passo que o INPC acumulado no ano foi de 6,58%, representando uma perda de 0,10% e o primeiro aumento abaixo da inflação desde 2003, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Com mais um ano de reajuste do mínimo abaixo da inflação, a perda acumulada em 2 anos é de 0,34%, segundo o Dieese, que defende que governo faça novo reajuste em fevereiro para elevar o atual valor do salário mínimo para R$ 958.
"O governo deveria reconhecer que estimou um valor abaixo, que a inflação efetiva no período de 2016 e 2017 foi superior àquela estimada para o reajuste, e fazer a correção já no mês de fevereiro", afirma Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, departamento criado por sindicatos para desenvolver pesquisas de interesse dos trabalhadores.

Governo promete compensar em 2019

O Ministério do Planejamento informou que "não está descumprindo a lei que fixa a variação anual do salário mínimo". O governo informou que prentede efetuar a compensação desse valor que está faltando, de R$ 1,78, em 2019. Esse mecanismo é permitido pela lei que fixou a regra do salário mínimo.
A lei 13.152, de 2015, que fixa a fórmula de variação do salário mínimo, permite essa compensação dos valores, sem mudança do salário mínimo já fixado para o ano em questão (neste caso 2018). "Os índices estimados permanecerão válidos para os fins desta Lei, sem qualquer revisão, sendo os eventuais resíduos compensados no reajuste subsequente, sem retroatividade", diz o texto.

Regra para salário mínimo

A atual fórmula de correção do mínimo leva em consideração a variação do INPC e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No caso de 2018, portanto, foi somado o resultado do PIB de 2016, que foi de queda de 3,6%, com o INPC de 2017. Como o resultado do PIB de 2016 foi negativo, o reajuste do salário mínimo é feito apenas pela variação do INPC. Ao anunciar o reajuste de 1,81% no final do ano, o governo usou apenas uma estimativa de variação do índice, cujo percentual exato só foi divulgado nesta quarta-feira e ficou acima do previsto.
Em entrevista ao G1 na ocasião, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que, em 2017, o reajuste ficou um pouco acima do que a fórmula do salário mínimo determinava para esse ano e que por isso, para 2018, esse excedente tem de ser descontado. "No fundo, é uma notícia boa, que a inflação foi baixa", declarou.
A regra atual para correção do salário mínimo vale somente até 2019. No ano que vem, portanto, o governo fixará o salário mínimo de 2019 pela última vez com base nessa regra. Analistas esperam que o novo formato de correção do salário mínimo, de 2020 em diante, seja um dos pontos debatidos na campanha eleitoral para a Presidência da República no ano que vem.
Cerca de 45 milhões de pessoas no Brasil recebem salário mínimo, entre aposentados e pensionistas, cujos benefícios são, ao menos em parte, pagos pelo governo federal.
Independente da polêmica, o valor do salário mínimo está distante do valor considerado como "necessário", segundo cálculo do Dieese. De acordo com o órgão, o mínimo "necessário" para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 3.856,23 em dezembro de 2017.
Histórico do reajuste das aposentadorias (Foto: Arte G1) Histórico do reajuste das aposentadorias (Foto: Arte G1)
Histórico do reajuste das aposentadorias (Foto: Arte G1)

Reajuste de aposentadorias acima do salário mínimo

Pelo segundo ano consecutivo também o reajuste das aposentadorias e benefícios do INSS de quem ganha acima de 1 salário mínimo poderá superior ao aumento do salário mínimo.
Em 2017, o reajuste para aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios com valor acima de um salário mínimo foi de 6,58%, referente à variação do INPC de 2016.
A portaria que oficializa o reajuste para 2018 ainda precisa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) pelo governo federal.
Questionado pelo G1 sobre o índice de reajuste dos benefícios previdenciários de quem recebe acima do mínimo, o Ministério da Previdência informou que "por lei, o reajuste dos benefícios acima do salário mínimo é pelo INPC" e que a portaria definindo o reajuste será publicada "após a oficialização do índice pelo IBGE". No ano passado, a portaria foi publicada 5 dias depois da divulgação do INPC.

Entenda o INPC

O INPC é usado como índice de reajuste desde 2003. Até 2006 não havia um índice oficial. Antes disso, chegaram a ser utilizados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente.
O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.
Já o IPCA, considerado a inflação oficial do país e que fechou 2017 em 2,95%, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e também abrange 10 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Mulher empurrada no Metrô de SP diz que sentiu vagões passarem sobre ela: 'Morri'


Mulher sobrevive após ser empurrada para baixo de um vagão do metrô em SP
Mulher sobrevive após ser empurrada para baixo de um vagão do metrô em SP
Jussara estava indo da estação Conceição para a estação Marechal Deodoro, na região central de São Paulo, para ir trabalhar. Ela trabalha como atendente em uma lanchonete de rede de fast-food. É casada e tem três filhos.
“Só senti que estava viva quando vi meu marido uma hora depois’, afirmou.
A jovem diz que levou 30 pontos na perna, tem hematomas na testa e nos braços. “Tudo dói.”
Jussara relatou que quando estava debaixo do trem do Metrô desceram quatro bombeiros e a retiraram do local. As pessoas em volta estavam assustadas, segundo ela. “Até agora não acredito que passei por isso”.
Jussara levou 30 pontos na perna esquerda (Foto: Glauco Araújo/G1) Jussara levou 30 pontos na perna esquerda (Foto: Glauco Araújo/G1)
Jussara levou 30 pontos na perna esquerda (Foto: Glauco Araújo/G1)

Suspeito 'ouviu vozes'

O suspeito, identificado como Sebastião José da Silva, 55, foi detido. Segundo o boletim de ocorrência, ele teria dito que "ouviu vozes".
De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô, o caso foi registrado na Delpom (Delegacia Polícia Metropolitano), na estação Palmeiras-Barra Funda. A assessoria informou que o homem que empurrou a vítima sofre de problemas mentais e teria empurrado a primeira pessoa que viu na plataforma.
Na estação Conceição, a faixa amarela é a única sinalização de segurança para os passageiros, a qual fica a menos de um metro do vão onde passam os trilhos.
Jussara ficou com hematomas nas pernas e nos braços (Foto: Glauco Araújo/G1) Jussara ficou com hematomas nas pernas e nos braços (Foto: Glauco Araújo/G1)
Jussara ficou com hematomas nas pernas e nos braços (Foto: Glauco Araújo/G1)

Metrô vai instalar proteção

O presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, disse que a estatal tem um plano de instalação de portas de proteção entre a plataforma e os trilhos de suas estações.
Segundo o presidente da empresa, o Metrô está em negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a compra de portas de plataformas, “para serem instaladas justamente nas estações da Linha 1 [Azul, onde ocorreu o incidente] e da Linha 3 [Vermelha]”.
Ele disse também que a data de instalação das portas será divulgada ainda em janeiro.
O Metrô começou a instalar portas de proteção nas estações nas estações da Linha 3-Vermelha em 2010, mas o projeto foi interrompido por problemas com uma das empresas responsáveis pelo serviço.
Algumas estações da Linha 2-Verde já contam com o dispositivo.